Anima v2 - Versão 20/06/2010!

 
 

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As Raças de Anima


Dragões - Últimas Criações de um Deus Morto


          Autoria: Tiago José "Deicide" Galvão Moreira
          Data: 08/11/2009
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“Mortal, por mais que sua carne seja apetitosa, seu espírito em minha boca seria amargo. Não me atente, vá embora enquanto pode.”
          — Adremoraxx, O Primeiro Dragão, Senhor de Wyrmretch.

“É isto que faz de Dragona a maior das nações: aqui, homem e dragão vivem lado a lado, um guardando o outro. Meus conselheiros têm séculos de experiência, nossos exércitos são protegidos por forças aéreas lançadoras de fogo e ácido. Erga seu braço contra nós, e nossa fúria será terrível!”
          — Aggros Dracoborn II, rei de dragona.

“Para nós, dragões de Dragona, a humanidade é um bem precioso. Aqui, por gerações, crianças humanas e ovos dracônicos foram criados e protegidos juntos. Pode você imaginar como seria o mundo, se homens e dragões por todas as terras seguissem nosso exemplo?”
          — Khar’gothrathrorass, membro do Conselho de Wyrms e conselheiro da dinastia Dracoborn.

“Aqui, nas Terras Fantasmas, eu e meus homens sempre olhamos para o céu, mesmo quando protegidos pela floresta. Dragões vivem aqui e são muito territoriais, não gostando de nossas escavações e explorações. Os filhotes em particular são muito agressivos e mais difíceis de perceber. Devemos tomar cuidado especial, pois Wyrmretch está próxima. Você nunca sabe quando o Primogênito Negro voará novamente por estas terras.”
          — Gen Foster, historiador, arqueólogo e explorador da Casa Foster

Em alguns lugares, eles são chamados “oráculos”, mesmo que não o sejam verdadeiramente. Dão a eles esse nome porque os mais antigos vivenciaram muitas eras e muitos mistérios. Em outros, eles são conhecidos como “terrores” ou “horrores”, pela destruição que causam e por sua força elemental massiva. Criaturas reptilianas de poder imensurável, criadas da fusão de todos os elementos e geradas por um deus insano há muito morto: falamos, é claro, de dragões.

É dito que o termo “dragão” nem sempre se referiu a estas criaturas. Por mais antigas que sejam, é irônico pensar que elas são a mais jovem das raças sencientes de Anima, surgidas nos últimos espasmos mortais da era antiga de Eussey-lah. Naquela época, “dragões” eram humanos, a elite de guerreiros e protetores do deus-destino Khem. O termo vem de Drago, seu líder, poderoso heroi e magista.

Naqueles tempos finais, a insanidade de Khem cresceu e o mundo ruiu diante de seu governo raivoso. Os quatro Pilares do Mundo o confrontaram e foram destruídos pelo poder do deus-destino, mas Khem sabia que os seis verdadeiros Oráculos viriam desafiá-lo. Em segredo, enquanto Drago e seus homens lutavam batalhas nos limiares do grande império, Khem convocou os quatro dragões que o protegiam pessoalmente e os deformou e distorceu, imbuindo-os com o poder do fogo, da terra, da água e dos ventos. Onde antes existiam homens, surgiram seres monstruosos, os quatro wyrms primordiais: Adremoraxx, o Primogênito; Coraztrazzar, o Gélido; Demonagan, o Menor, e Endocrinnak, o Sangue Ardente. Essas criaturas cresceram em poder e tamanho rapidamente, e quando os oráculos confrontaram Khem, rasgando o mundo em uma batalha titânica, os Quatro se revelaram e se lançaram contra os seis sábios.

Dois dos quatro grandes dragões pereceram naquela época: Demonagan foi destruído na batalha contra os Oráculos, enquanto Coraztrazzar caiu diante das lâminas combinadas de Kami e Nazileus. Outros dragões, menores e mais fracos, foram criados por Khem, mas quando o deus-destino finalmente tombou, os sobreviventes da raça dracônica se espalharam sem direção por toda Anima.

Hoje, dragões podem ser encontrados em toda parte: em encostas escarpadas, nas montanhas mais altas, no interior de vulcões, em desertos escaldantes e florestas densas. Eles se adaptam fácil: alguns respiram sob as águas, outros viajam por túneis subterrâneos, mas em geral esses seres preferem as altitudes celestes, onde reinam supremos. A maioria se afasta da civilização, mas alguns se aproximam, por curiosidade ou apetite, de assentamentos ou cidades humanas. Dragões são fontes de terror e admiração para os habitantes de Anima. Não é à toa que os mapas inscrevam nas regiões mais ermas do continente: “Aqui há dragões”. Afinal, eles se tornaram símbolo de tudo o que é desconhecido e implacável.

Por Trás do Cenário: A Razão de SerDragões existem em Anima, mas eu os queria diferentes dos dragões normais de RPG. Em Anima, dragões não são divididos em raças com poderes previsíveis, não acumulam tesouros, não lançam feitiços e podem ser tanto benignos como malignos. Dragões de Anima podem viver em bandos em áreas abertas, ao invés de aguardar no fim de um calabouço; servir a um reino ao invés de atacá-lo, ou se isolar em terras ermas e servirem de obstáculo para herois que ali se aventuram em busca de outro vilão. A função de um dragão em Anima é versátil: embora sejam criaturas potentes, eles raramente serão o objetivo final de uma história. Quase sempre, há algo (normalmente humano) mais ardiloso, odiável e terrível à solta.


Características Físicas


Não há como descrever dragões em termos humanóides, pois eles não o são. Dragões são seres reptilianos quadrúpedes e alados, cobertos por escamas de aparência variável, com corpos compridos e longas caudas e pescoços. Apoiando-se na cauda, eles podem erguer-se em duas patas, e suas patas frontais possuem polegares opositores para segurar objetos. Eles possuem garras e presas enormes, além de outros armamentos corporais variáveis com o indivíduo: chifres, espinhos no corpo ou espigões e maças ósseas na cauda.

Embora sejam todos membros de uma mesma raça, a aparência de cada dragão é única. Dragões se adaptam ao ambiente em que vivem: após viver alguns anos próximo ao mar, um dragão pode desenvolver patas palmadas para nadar e guelras para respirar sob as águas. As mudanças mais drásticas ocorrem ainda na gestação: ovos de dragões florestais, se levados a um deserto ou montanha antes que eclodam, podem resultar em filhotes completamente diferentes dos pais. Cada dragão tem ainda características que permitem identificá-lo com clareza: coroas de espinhos, barbatanas dorsais ou ventrais, cores e padrões únicos nas escamas e focinhos diversos, longos ou curtos ou similares a bicos.

As cores de um dragão podem variar imensamente, embora membros de uma mesma linhagem e que tenham nascido na mesma região costumam ter características similares. Há dragões negros, dourados, vermelhos, azuis, brancos, cinzentos, verdes, prateados ou de cores metálicas, mas os padrões de cores de cada indivíduo são únicos: alguns possuem listras como um tigre ou pintas como uma onça, outros têm padrões multicoloridos.

É praticamente impossível diferenciar o sexo de um dragão pela sua aparência, mas os machos costumam ter cores mais vivas e cristas, barbatanas ou chifres maiores. A voz de um dragão é a principal pista para definir seu sexo: fêmeas têm vozes ligeiramente femininas e mais suaves.

Poderes Elementais


É dito que dragões são formados por todos os elementos, mas cada um tem mais afinidade com uma força natural específica. Isso se reflete em sua constituição e habilidades: alguns são capazes de viajar por areia e terra como se nadassem na água; outros se adaptam às profundezas dos mares ou se tornam capazes de se camuflar como rochas.

A característica universal mais ligada a um dragão, contudo, é sua baforada. Em combate, ou mesmo para caçar, dragões podem soprar rajadas letais de um elemento específico. A maioria dos dragões cospe fogo, mas alguns podem lançar jatos de ácido ou nuvens de veneno, disparar relâmpagos ou cuspir uma onda de névoa gélida e mortal. É difícil dizer qual o elemento de um dragão apenas observando sua aparência, mas o habitat pode ser uma pista valiosa: dragões florestais ou marinhos raramente cospem fogo, por exemplo.

O sangue de dragões velhos o suficiente é saturado pelo seu elemento principal. Em combate, um dragão adulto ferido pode sangrar magma fervente, ácido ou toxinas letais. Os maiores dragões têm os elementos tão intensos em seus corpos, que basta se enervarem para que seu suor se torne mortal ou suas garras e presas emanem forças elementais.

Idades


Dragões são ovíparos. Uma fêmea pode botar de um a cinco ovos por vez, e a gestação perdura por três meses. Eles nascem pequenos, mas crescem rapidamente.

Infantes (Menos de um ano): Infantes dragões nascem totalmente formados. Eles não possuem inteligência avançada, contudo, comportando-se como animais, ainda que bastante astutos e com alta capacidade de aprendizado. Eles não falam, mas se comunicam através de rugidos que denotam estados emocionais e necessidades. Infantes são vigiados e alimentados pelos pais por um ou dois meses, mas logo começam a se aventurar longe do ninho, retornando aos pais ocasionalmente quando se sentem em perigo ou não encontram alimento por conta própria.

Extremamente agressivos, dragões infantes costumam se reunir em bandos para atacar viajantes e animais maiores. Apesar de fortes e resistentes para o tamanho, eles ainda são presas fáceis para pássaros, mamíferos e répteis maiores.

Nas condições certas, um infante pode se acostumar com a presença humana e até se tornar dócil, especialmente se houver dragões mais velhos vivendo em harmonia com as pessoas da região.

Jovens (Um a Dez anos): Neste ponto, o dragão desenvolve maior inteligência, já sendo capazes de compreender idiomas diversos, mas não de falá-los. Eles se tornam caçadores astutos e letais, mas ainda não desenvolveram as habilidades mais mortíferas da raça. Dragões jovens preferem manter-se em bando, sendo raramente encontrados sozinhos, pois ainda podem ser presas de animais maiores, como dravallos, devatauros ou raças humanóides.

A partir dos cinco anos, os bandos de dragões jovens tendem a se dissipar, formando grupos menores, de dois ou três indivíduos. Uma aura de terror cerca o dragão quando ele está nervoso, afugentando criaturas próximas, e poucos predadores são capazes de desafiá-lo.

Adultos (Dez a 300 anos): Neste estágio, o dragão desenvolve a habilidade de falar e ganha inteligência quase humana, mas seu crescimento desacelera. Curiosos, esses seres aprendem rapidamente e começam a desafiar seus instintos, embora ainda se comportem como animais ferozes a maior parte do tempo. As fêmeas se tornam férteis, gerando proles uma vez a cada quatro ou cinco anos.

Dragões adultos se separam de seus bandos, vivendo sozinhos ou em pares, mas logo começam a dominar áreas e subjulgar dragões menores em seu território. Alguns preferem se isolar, expulsando quaisquer invasores, enquanto outros forçam relações de vassalagem sobre os mais jovens, forçando-os a caçar e a vigiar o território.

A partir dos 75 anos, o dragão finalmente alcança a inteligência média humana e começa a desenvolver suas habilidades intelectuais. Ainda bestial, ele passa a se interessar por atividades mais exóticas, às vezes se dedicando a passatempos, como caça esportiva ou exploração. Ele pode também transformar o ambiente ao seu redor, abrindo galerias em rocha ou manipulando o ecossistema a fim de melhorar a caça em anos futuros.

Veneráveis (300 a 5.000 anos): Antigos e poderosos, dragões veneráveis sobreviveram a muitas adversidades, inclusive outros dragões. Cada um deles desenvolveu sua própria personalidade, incluindo manias, desejos e passatempos. Menos afinados ao mundo ao redor, eles hibernam por longos períodos. Neste ponto, a fertilidade cai: fêmeas botam ovos uma vez a cada dez ou vinte anos.

Ancestrais (Mais de 5.000 anos): Embora raros dragões alcancem este estágio, os poucos que ainda existem são seres majestosos e aterrorizantes. Poucos herois são capazes de desafiar estas criaturas, mas felizmente a maioria delas hiberna por décadas em terras ermas e distantes. Dragões nesta idade são quase inférteis, gerando proles a cada vinte ou cinquenta anos.

Nunca um dragão morreu por idade, logo é impossível saber se essas criaturas são imortais ou se sua vida é tão longa que ainda não chegou a hora dos primeiros dragões perecerem. De fato, Adremoraxx e Endocrinnak, dois dos quatro originais, ainda vivem, embora sejam raramente vistos. Alguns estudiosos creem que, se dragões não forem imortais, então nenhum deles chegou numa idade em que suas habilidades e força começam a decair. Adremoraxx e Endocrinnak são seres tão potentes, que se acredita que nada em Anima, exceto um ao outro, seja capaz de matá-los.

CategoriaIdade (Anos)Comprimento*Tamanho

Infante
Menos de um20-40 cmMiúdo (½q)
Jovem1-51-2 mPequeno (1q)
Jovem5-102-3 mMédio (1q)
Adulto10-254-5 mMédio (1q)
Adulto25-756-8 mGrande (2x2q)
Adulto75-1508-10 mGrande (2x2q)
Adulto150-30011-13 mEnorme (3x3q)
Venerável300-60013-16 mEnorme (3x3q)
Venerável600-1.20018-20 mImenso (4x4q)
Venerável1.200-5.00020-24 mImenso (4x4q)
AncestralMais de 5.00025-30 mColossal (6x6q)

* 40% do comprimento é tomado pela cauda; 20% pelo pescoço. A envergadura de um dragão é igual a 150% do comprimento. A altura (sobre quatro patas) equivale a cerca de metade do comprimento.


Factóides Dracônicos
  • Dragões não possuem inimizade natural a seres humanos. Contudo, depois que um dragão prova carne humana, ele começa a desejar mais, podendo se tornar um vício. Os banu’lifênios costumam alimentar dragões com escravos e prisioneiros de guerra, usando esse vício para escravizá-los e matando-os antes que se tornem poderosos os suficiente para se voltarem contra seus captores;

  • Se criado desde filhote, um dragão pode se tornar um companheiro leal, similar a um cachorro. Contudo, conforme sua inteligência se desenvolve, o dragão tende a rever essa relação, podendo se voltar contra um “mestre” que o maltrate ou tentando tomar a posição de “mestre”;

  • Em diversos locais de Anima, dragões são tratados com reverência e mantém relações com comunidades humanas. Um exemplo é Wyrmrock, a “Ilha dos Oráculos”, em Amazônia. Amazonas costumam buscar conselhos, tutela e treinamento em combate com os dragões azuis que ali residem;

  • O Oráculo de Nor’balen’dor, em Acalanta, é um dragão chamado Cro-magus, mas poucos conhecem esse segredo. O Oráculo, como preço de sua consulta, exige que visitantes não revelem sua natureza, e os habitantes da ilha preferem manter esse segredo em respeito a ele;

  • Embora normalmente solitários, dragões podem formar comunidades, baseadas numa hierarquia de idade. Os mais jovens caçam e patrulham o território, os mais velhos os protegem, os veneráveis hibernam em paz;

  • As habilidades elementais de um dragão dependem mais de treinamento do que idade. Embora os dragões mais velhos, por terem experiência, possuem mais domínio sobre elas, não é impossível para um jovem desenvolvê-las.


  • Notas Culturais


    De todas as raças de Anima, só os humanos superam os dragões em variações culturais e distribuição populacional pelo mundo conhecido. Eles habitam praticamente todas as regiões, embora em muitas delas limitem sua presença a áreas ermas, distantes da civilização. Eles podem ser encontrados nos desertos de Ismael, mares kalimnorianos, montanhas de Garganth e Ingeborg, matas de Verdevasta e em qualquer outro local selvagem e de difícil acesso. Contudo, alguns locais são famosos pela forte presença dracônica.

    Talvez a área mais densamente povoada por dragões seja o norte de Kalimnor, entre a Fenda e o Grande “T”, nas regiões selvagens conhecidas como Terras Fantasmas e Vastidões Verdes. Embora os dragões evitem perturbar as Nações da Fenda, ocasionalmente cidades como Pampluna, Sandalfon e Turísia se veem alvo de ataques de dragões mais jovens, instintivos e ferozes. É nesta região que se localiza Wyrmretch, uma comunidade de centenas de dragões centrada num vulcão adormecido. É dito que o grande dragão primordial Adremoraxx é o senhor de Wyrmrecth, e exploradores das Terras Fantasmas ocasionalmente são afugentados pela sombra desse monstro negro.

    No nordeste de Anima se localiza Dragona, uma das grandes nações, conhecida pelas terras vulcânicas e pela coexistência de homens e dragões. Embora seja regida pela dinastia humana dos Dracoborn, o rei é aconselhado pelo Conselho de Wyrms, um grupo de dragões adultos e veneráveis. Dragões integram a comunidade dragonina, servindo no exército nacional e auxiliando os humanos em tarefas pesadas. Da mesma maneira, humanos defendem as ninhadas e fornecem comida aos répteis titânicos. Toda a cultura dragonina se baseia nessa relação.

    Ao sul de Dragona, separada por uma vasta cadeia vulcânica, está Vol’kor, a região mais temida de Anima. Em direto contraste com a nação ao norte, Vol’kor é uma terra de dragões tirânicos, que movidos pelo vício em carne humana, escravizam pessoas e tratam-nas como gado. Às vezes, os dragões volkoritas se aventuram fora de suas terras, saqueando Dragona ao norte, Cornoália ao oeste e os Reinos Unidos ao sul em busca de mais “gado”. Somente a venenosa região de Catinga Danada e a oposição de tribos wingedus e do exército dragonino têm segurado a expansão dos monstros volkoritas.

    Por fim, a relação se inverte na Banu’lifênia, onde dragões são escravizados e dominados pelas tribos selvagens da região. Embora alguns dragões cresçam o suficiente para se libertarem de seus mestres, muitos são mortos ainda jovens. Há também alguns dragões regionais que compactuam com os banu’lifênios por vontade própria, sendo tratados como deuses e cedendo suas crias e filhotes para uso de seus adoradores.

    Idioma e Alfabeto: Dragões se comunicam instintivamente através de rosnados, urros e rugidos, mas também falam uma língua mais complexa conhecida como draconiano (não confundir com dragoni, a língua dragonina). Draconiano mistura palavras e os sons naturais do dragão, podendo ser aprendida, mas nunca falada naturalmente, por humanos. Dragões usam pictogramas para passar mensagens escritas.

    Dragões podem aprender a falar línguas humanas e escrever em alfabetos diversos. Contudo, as vozes dracônicas são poderosas, selvagens e nada sutis, não escondendo a ferocidade e o poder do dragão que pronuncia as palavras.

    Tradições: Dragões de regiões afastadas raramente têm culturas elaboradas, dedicando-se à sobrevivência, caça e ocasionais passatempos. O impulso de inteligência os leva a influenciar o ambiente ao seu redor e dominar membros mais fracos da raça, contudo.

    Dragões que convivem com humanos, contudo, podem ter adquirido maneirismos humanos ou tradições próprias influenciadas pela cultura local. Em Dragona, em especial, há vários festivais, datas especiais e valores dracônicos.
    Religião: Dragões selvagens não ligam para religiões ou divindades. Para eles, a sobrevivência e dominância são os únicos fundamentos existenciais. Contudo, há exceções regionais para essa regra: na Banu’lifênia, dragões compartilham da crença em Khan, o deus das tribos locais, e o veneram como o criador. Em Dragona, existe a crença conhecida como “os Mistérios Dracônicos”, na qual se acredita que dragões e humanos são raças-irmãs, cuja união trará uma nova era dourada.

    Nomes Dracônicos: Dragões se dão nomes baseados em sons, grunhidos e palavras fortes. Os pais não dão nomes aos filhos: cada dragão se nomeia quando atinge idade o suficiente para entender o conceito de nomes. Nomes dracônicos tendem a ser longos, cheios de sons quase impronunciáveis em idiomas humanos. Por isso, muitos dragões têm ainda um segundo nome, uma simplificação usada por humanos.

    Nomes Masculinos: Absol’moneguregoss (Absol’mon), Aganma’tronah (Agan), Basurega’dronan (Basurega), Dro’rentretor (Do’ren), Khar’gorthrathrorass (Khar’gor), Skhartretonmenoris (Skhart), Tremor’egaranattus (Tremor), Vargoh’retroneras (Vargoh).

    Nomes Femininos: Adra’marichalaga (Adra’ma), Bretora’milaganara (Bretora), Maratramanala (Mara), Miner’vart’rura (Minerva), Raru’lahthrera (Raru’lah), Trinnassaur’rabala (Trinna), Zullai’khzeramader (Zulla).

    Personagens DragõesObviamente, dragões funcionam melhor como monstros e NPCs. Não é recomendado seu uso (de jeito nenhum!) como personagens jogadores. Regras para criação de dragões para uso do Mestre são muito extensas e serão exploradas futuramente.



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    === Comentários ===

  • 2009-10-02 20:32:25
         Alexandre Fnord escreveu:

    A raça dos humanos é sempre a mais bem vista por mim. Ficou bem bacana essa descrição da raça.

    Achei estranho os possíveis humanos de três metros de altura, mas compreendo completamente a questão da variedade dessa raça fantástica.

    Boa sorte no projeto.
  • 2009-10-02 20:42:05
         Alexandre Fnord escreveu:

    Olha. Muito legal, mas achei que ficou desbalanceado, em comparação aos humanos [já que são os humanos que servem de base para comparação].

    E eles pesam em média meia tonelada? Putz...
  • 2009-10-03 10:26:40
         Tiago José Galvão Moreira escreveu:

    Alexandre, como o texto diz, anões não são voltados ao uso de jogadores.

    Quanto aos humanos com três metros de altura... o cenário tem um monte de elementos bizarros. A idéia é que eles são raros, mas que não é tão estranho assim encontrá-los. Tem coisas muito mais estranhas nesse mundo.
  • 2009-10-07 14:12:20
         diogo escreveu:

    "Eles têm mil vidas, nós temos uma.
    E em cada uma dessas vidas,
    São capazes de fazer o que não faríamos em mil.

    Conheci cinco mortais.
    Perto deles, sinto-me pequeno."

    achei este trecho muito bom, pois explica o balanço entre humanos e imortais

    adorei esta idéia de deixar "aparentemente" os humanos mais fracos, mas sendo que na realidade é mais forte que os demais

    boa sorte neste projeto estou doido para ver o sistema por completo...
  • 2009-10-25 19:28:39
         Caio escreveu:

    Uma tribo de Wingedu chamada os Joselitos servio pra mostrar o proposito da raça(alem de ser comica, igual o reino de Eussey-lah)
  • 2009-10-25 21:48:00
         Tiago José Galvão Moreira escreveu:

    Caio, os Joselitos são uma piada que coloquei quando apresentei os windegus na campanha original de Anima. Lá estava eu, descrevendo os nomes intrincados das tribos, quando sai "Joselitos" e todo mundo se olha, ri e fala: "Esses não sabem brincar". E o ponto é que não sabem mesmo: eles apelam feio.

    E o texto nem mencionou o líder deles, chamado Mentecaptu... hehe.

    A próxima raça será a dos Glutões. Apesar do nome, eles são uma raça mais séria e perigosa.
  • 2010-02-10 22:34:07
         Hedlaine escreveu:

    Este é um mundo novo onde estou ainda esplorando mais ja estou deslumbrada.
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