Anima v2 - Versão 20/06/2010!

 
 

Mortais


Ao Cair da Noite: Crianças


          Autoria: Tiago José "Deicide" Galvão Moreira
          Data: 30/05/2008 (editado por Tiago José em 20/06/2008)
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Juninho abriu os olhos, assustado. Ele não sabia o porquê, pois não tivera nenhum pesadelo, mas estava com medo, tremendo. Sentiu frio ao remover o cobertor e levantar-se da cama. Estava escuro, e o vento soprava forte lá fora. O menino cambaleou sonolento até a porta do quarto, que dava no corredor. Pensava em procurar sua mãe, mas sentiu algo estranho vindo do quarto da irmã mais velha, Isabela, cuja porta ficava bem em frente.

Lenta e silenciosamente, Juninho empurrou a porta entreaberta do quarto da irmã. Ainda amedrontado, esticou a cabeça para dentro, onde viu, contra a pouca luz que entrava pelos vãos da cortina, uma forma pálida debruçar-se sobre a cabeça da irmã. Juninho gritou, e a criatura se pôs em pé, fitando o menino com seus olhos negros. A bocarra do monstro, liberando o rosto de Isabela, se enrolou e diminuiu de tamanho, até se tornar uma minúscula boca naquela face pálida.

Juninho correu pelo corredor até o quarto dos pais, gritando: “Mãe! Pai! Tem um bicho atacando a Isabela!”. Seus gritos despertaram os pais assim que ele entrou no quarto. A mãe, posta em desespero pelo despertar repentino, levantou-se e correu até o quarto da filha.

O pai, mais controlado, se levantou e tratou de tentar acalmar o menino. “Calma, filho, você teve um pesadelo”, disse ele a Juninho, abraçando-o.

Quando a mãe entrou no quarto de Isabela, acendeu a luz, despertando a filha. A menina estava sozinha no quarto, deitada em sua cama. Ela lentamente virou a cabeça para fitar a mãe, sussurrando com fraqueza: “Mãe?”.

“Filha? Tudo bem?”, perguntava a mãe, sentando-se ao seu lado na cama, notando que a menina parecia estar passando mal.

“Não estou me sentindo bem, mãe”, Isabela respondeu, sua voz baixa e tórpida.

Enquanto isso, a criatura esgueirava do lado de fora da casa, sob a luz do luar, escalando o muro sem dificuldades e seguindo para a residência vizinha.


NEM CRIANÇAS ESTÃO A SALVO!

Os seres das sombras não conhecem limites.
Eles entram em nossas casas, vigiam nossos filhos.

Nós não vemos, mas as crianças sim.
Elas sabem que o mundo é mais do que parece

Elas despertam no meio da noite
e sabem que estão sendo vigiadas.

Elas olham para a casa abandonada no fim da rua
e sabem que há algo sinistro oculto ali.

Mas, se nós não podemos ver,
quem irá protegê-las, a não ser elas mesmas?

Este arquivo contém:

Ao Cair da Noite: Crianças é um mini-suplemento com 19 páginas (incluindo ficha de personagens) para Desbravadores do Oculto.

Este suplemento contém:


  • Descrições e idéias para personagens e histórias infantis em Ao Cair da Noite;

  • Regras para personagens infantis;

    Nota: Como este artigo é muito extenso, ele não se encontra para leitura direta pela página; faça o download do arquivo, que contém um mini-livro pronto para impressão


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